Mostrando las entradas con la etiqueta lisboa. Mostrar todas las entradas
Mostrando las entradas con la etiqueta lisboa. Mostrar todas las entradas

viernes, 3 de abril de 2009

Lisboa, como não te sonhar?

Como não te sonhar?

Senhora das Horas que passam, Madona das águas estagnadas e das algas mortas, Deusa Tutelar dos desertos abertos e das paisagens negras de rochedos estéreis – livra-me da minha mocidade.

Consoladora dos que não têm consolação, Lágrima dos que nunca choram, Hora que nunca soa – livra-me da alegria e da felicidade.

Ópio de todos os silêncios, Lira para não se tanger, Vitral de lonjura e de abandono – faze com que eu seja odiado pelos homens e escarnecido pelas mulheres.

Címbalo de Extrema-Unção, Carícia sem gesto, Pomba morta à sombra, Óleo de horas passadas a sonhar – livra-me da religião, porque é suave; e da descrença porque é forte.

Lírio fanando à tarde, Cofre de rosas murchas, silêncio entre prece e prece, enche-me de nojo de viver, de ódio de ser são, de desprezo por ser jovem. Torna-me inútil e estéril, ó Acolhedora de todos os sonhos vagos; faze-me puro sem razão para o ser, e falso sem amor a sê-lo, ó Água Corrente das Tristezas Vividas; que a minha boca seja uma paisagem de gelos, os meus olhos dois lagos mortos, os meus gestos um esfolhar lento de árvores velhinhas –ó Ladainha de Desassossegos, ó Missa-Roxa de Cansaços, ó Corola, ó Fluido, ó Ascensão!...

Fernando Pessoa, O Livro do Desassossego

sábado, 28 de marzo de 2009

Madrid revisitada, no

Angus Hanashi, lunático y bodhisattva autor del famoso Unilluminiverse, ate?, dice:

"Oh, great dim of lite-nigh doff
with yar awry face, wi' yar cosmic jaw,
feel, oh Eel, thy white pace:

Once all trust's lost
and credibility's gone
ever-and-thing we'll believe!
cause HERE AND NOW
reversely undeniably,
are NOWHERE!"

Y había que abrir los ojos. Abrirlos bien abiertos, sin parpadear, hasta que se abra el cráneo como una maleta. Pararse de cabeza para aliviar los coágulos del juanete, beber leche con miel todas las manhanas, tragarssel silencio del invierno en el desierto; escuchar, pero hacerlo deveras, destilando el flujo ronroneante del plasma por las venas. Plas, mas.. Plas! No, no es un error, os lo juro. No puesser un error porque responde al Flujo y porque el Flujo es el Plasma y porque el Plasma jamás no-podrá ser un error. La gran cabeza del minosaurio se ha desvestido frente a la virginal bhikkhunis para masticar las drupas rancias del yin xing milenario y así poder purificarse de la abstinencia. Escuchad entonces, escuchad! Mamad con paciencia y sin pánico el néctar podrido de la Historia. Mamad, mirad! Mamad!